domingo, 13 de março de 2016

GRITE NÃO AO PRECONCEITO!


Pesquisa realizada em 501 escolas públicas de todo o país, baseada em entrevistas com mais de18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, revelou que 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito étnico-racial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial. O estudo, divulgado nesta quarta (17), em São Paulo, e pioneiro no Brasil, foi realizado com o objetivo de dar subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças.
De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial.
(Fonte: Gazeta do Povo)

Pensando nisso, o Site Di Antunes convidou três pessoas para debater sobre preconceito.
São elas: Camilla Lopes, Jaqueline Claro e Roberta.



Camilla Lopes é transexual, e viu o preconceito de perto e na pele.
Bem resolvida, é umas das melhores pessoas para falar deste tema.
Camilla Lopes

1- O que para você a palavra “PRECONCEITO” representa?
O preconceito pra mim se resume em uma só palavra “IGNORÂNCIA”!

2- Você acredita que a dor causada pelo preconceito, pode marcar para sempre a vida de uma pessoa?
Sem duvida alguma, ninguém quer ser menosprezado e humilhado, a pessoa que passa por isso se revolta ,se isola ,perde a vontade de viver. E dependo da forma que esse preconceito foi expresso, acaba marcando também a vida dos familiares!
3- Vivemos em uma sociedade que caminha 4 passos à frente e 3 para trás. Acredita que um dia o preconceito possa acabar?
Seria um sonho, mas a realidade nos faz crer que não, olhem os negros que em meio a tantas leis continuam sendo vitimas, futuramente pode ser que diminua mas acabar, isso é impossível.
4- Qual a maior dor que o preconceito pode causar em uma pessoa que as pessoas não têm consciência?
As consequências, para quem sofre o preconceito são terríveis, especialmente no lado psicológico: a tristeza e a revolta são inevitáveis.
5- Devido à “pressão” que preconceito causa. Muitas pessoas se suicidam. O que a sociedade precisa de fato entender para abolir o preconceito de vez?
Na minha concepção a sociedade não precisa entender, mas sim tem o dever de respeitar a diversidade de gênero dando os mesmos direitos a todos.
6- A sua dor, em muitas vezes precisou se sofrida sozinha? Você acha de extrema importância ter uma pessoa em quem confiar para aliviar esta dor?
Sim muitas vezes pois a vergonha que você sente faz com que você se cale ,mas ter alguém pra conversar sobre, faz com que minimize os efeitos causados pelo preconceito.
7- E milhões de relatos, os primeiros casos de preconceito que uma pessoa sofre é dentro da própria família. Essa seria a mais dolorosa dor?
Isso é fato infelizmente. Sem dúvida alguma você não ter o apoio da sua própria família torna tudo muito mais difícil, inclusive muitos homossexuais acabam se suicidando por ser rejeitado por seus familiares, isso é muito triste.
8- Comecei pedindo para definir a palavra “PRECONCEITO”. Qual a palavra que a sociedade deve carregar no peito e em suas atitudes? Por quê?
Respeito, pra que possamos ter uma boa convivência, sem ele viveremos sempre nesse mesmo cenário de guerra entre o preconceito e sua vitima.

Jaqueline Claro

Jaqueline tem uma namorada e assumiu sua orientação a anos, tem um lindo filho, se aceita e fez com que as pessoas a sua volta a respeitem.
A Jaque tem uma visão madura sobre o preconceito e irá compartilhar conosco seus pensamentos e opiniões.

1- Preconceito é o oposto de ...

AMOR e RESPEITO ao próximo!

2- Existem pessoas que dizem não ser preconceituosas, mas seus olhares provam o contrário. Estes olhares maldosos, de certa forma, causam “dor”?

Dor? Não! Mas uma tristeza causa sim. Pelo fato de não entender por que existe tantas indiferenças das pessoas e de não entender como em pleno século XXI ainda existem esses tipos de pessoas. Ou diria melhor: Primatas.

3- Qual sua história de preconceito que jamais esqueceu? Qual foi seu sentimento quando passou? E quando recorda o que sente?

Por incrível que pareça nunca passei por nenhum episódio de preconceito, mas é claro que sempre os olhares maldosos existiam e isso me irritava.

4- Qual seu conselho para uma pessoa que sofre hoje com o preconceito?

Existe um Deus que te ama do jeito que você é, independente da sua raça, cor ou opção sexual, você continuará sendo amado por ele. Então meu amigo (a) não sofra por isso. Primeiramente não são as pessoas que tem que te aceitar. É você mesmo!
Se ame, amor próprio é tudo! E não dê ouvidos há pessoas que precisam pisar e humilhar alguém para se sentirem bem. Porque isso, não é felicidade, e sim, doença da alma!!

5- Você acredita que uma pessoa pode transformar uma história de preconceito em lição de vida? Por quê?

Acredito plenamente. Tudo nesta vida não acontece por acaso.
 Sempre terá que existir alguém para passar por experiências ruins pra virar lição de vida há outras pessoas.
Isso ajudará sim muitas pessoas, mas ajudará mais se tiver familiares que amam e apoiam. Família é fundamental para sentirmos amados e corajosos há enfrentar a sociedade sem medo e de cabeça erguida
Não é a sociedade que tem que aceitar você, e sim você que terá que aceitar a sociedade mesquinha e hipócrita do jeito que elas são.
Roberta

E para finalizar a entrevista meu papo foi com a Roberta. Ela sofreu na infância com o preconceito racial.
Isso poderia ter marcado negativamente sua vida, mas a Rô mostrou para vida que colocar no coração coisas boas, são bem melhores.
1- Defina o preconceito em apenas uma palavra.

Ignorância.
2- Qual o tipo de preconceito sofreu na infância?
Na infância sofri preconceito racial.
3- Como reagiu ao preconceito e qual impacto ele pode ter causado em sua infância?
Eu não entendia o preconceito quando eu era criança, então, muitas vezes, me sentia inferior, porém meus pais me ajudaram muito nessa época e eu consegui com esse apoio me estruturar.
4- Existem tolos que acreditam que a cor de pele define o caráter. O que pensar deste tipo de pessoa? O que diria para uma pessoa tão limitada a ponto de pensar assim?
Eu sinto pena desse tipo de pessoas e eu diria que se essas mesmas pessoas estivessem dispostas a conhecer o outro ela realmente saberia o que é o amor, pois o mesmo coração que pulsa em mim pulsa no outro.
5- Pedi para definir o preconceito em apenas uma palavra. Agora quero que defenda seu ponto de vista e ofereça uma solução, para que um dia, o preconceito possa acabar.
Eu disse que o preconceito é ignorância e espero que um dia isso possa ser combatido, precisamos aprender a cada dia com nossas diferenças e principalmente na infância ser ensinado sobre a nossa cultura e principalmente sobre o amor ao próximo. Como diz aquela frase de Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender, e se pode aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.


No mundo , pessoas são agredidas TODOS OS DIAS devido sua orientação sexual.
Negros são ridicularizados e discriminados devido à cor de sua pele.
Religiosos menosprezados devido à escolha de sua religião e em quem acredita.
Pessoas com menor poder aquisitivo são tratadas como nada.
E quem disse que um deficiente não poder ser eficiente?
Dentre outros tipos de preconceitos.


                                      ATÉ QUANDO?

Quem disse que os seus valores morais são melhores que os meus?
Que tal contrapor os dois e enxergar os dois lados da moeda.


O que a sociedade precisa de fato, é aprender o que realmente é o AMOR.
É lindo quando saem das entrelinhas das redes sociais ou de grandes livros e são convertidas em ATITUDES genuinamente verdadeiras.
RESPEITO, é entender que aquilo que jamais gostariam que fizessem comigo e com os meus, não farei ao próximo.
DIGNIDADE é a forma que qualquer cidadão de bem merece ser tratado. Afinal, todos somos dignos de ir e vir, e sermos felizes.
Eu sempre digo que existem diferenças SIM!
O que diferencia uns dos outros é o CARÁTER. Uns tem, outros não.
E não existe um perfil especifico para isso.

Somos todos especiais e merecemos receber: AMOR, RESPEITO E DIGNIDADE.
Você não precisa sofrer preconceito para aprender o quanto ele dói.
Você apenas precisa parar de causar a “DOR” em outras pessoas.
Não é engraçado rir daquilo que VOCÊ julga não ser o NORMAL.
Quando NORMAL, é RESPEITAR o próximo.


O preconceito é uma erva daninha. Muitas vezes, fica enrustido em nosso subconsciente, mascarando os fatos à nossa frente. Ouvir os outros e achar que podemos estar errados são fundamentais para erradicá-lo de nossa mente. 

(Comentário Sergio Biagi Gregório)


Di Antunes.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Capeletti ao Forno da Dé.

Bom dia turma,

Hoje a receita é especial.
A Débora Montalvão fez um capeletti de forno incrível. E claro! a receita tinha que vir para vocês.

Ingredientes:


500 gr de capeletti(escolha o seu sabor preferido).
500 gr de carne moída.
2 dentes de alho amassados.
1 cebola picadinha.
300 gr de presunto ralado.
400 gr de queijo mussarela ralado.
3 tomates picadinhos.
1 molho de tomate.
1 colher de açúcar
Salsinha, cebolinha e manjericão à gosto.
Sal e pimenta do reino à gosto.

Modo de preparar:


Siga as instruções de tempo de cozimento do capeletti e reserve.
Em uma panela, refogue a cebola, e depois o alho. Em seguida coloque a carne.
Quando a carne já estiver bem fritinha, coloque os tomates e aguarde ele soltar sua água e em seguida o molho de tomate.
Coloque 1 colher de açúcar, e tempere com sal, pimenta e salsinha, cebolinha e manjericão.
Em um refratária, monte o capeletti,










Monte em camadas, molho, capaletti, queijo e presunto e assim sucessivamente. Termine com queijo.
Leve ao forno até que gratine o queijo e está pronto.


Não deixe de fazer, fica incrível.
E caso queira dar mais um toque, coloque molho branco.


Beijos e abraços.
Di Antunes.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Dança de Salão - Com o Professor Mauro Ladeia Filho.

Qual o objetivo da aula de Dança de Salão?

 O principal objetivo da aula de dança de salão é promover o bem estar e a alegria nos participantes, sem isso ela não adianta de nada, claro que como outros objetivos têm o aprendizado de vários estilos de dança a dois, a prática de atividade física, a melhora da autoestima, a criação e ampliação de grupos de amizade entre muitos outros.

Como incentivar uma pessoa que nunca dançou e precisavencer a timidez? 


Costumo dizer que a dança só traz benefícios para a vida daspessoas, e é com essa frase que incentivo: “Permita-se viver tudo de bom que adança proporciona!”, quanto a timidez, isso é normal, e a dança em geral, emespecial a dança de salão, é um ótimo remédio para esse mal (risos!)

O que mais ouve de seus alunos que já fazem aulas com você? 


Bom trabalho com dança a mais de 7 anos e graças a Deus, só tenho ouvido coisas boas, sou uma pessoa muito aberta e estou sempre disposto a ouvir os alunos, e melhorar e dosar a aula para eles. Eles têm elogiado a didática e o aprendizado rápido que muitos tem tido, e muitos dizem que sou bem paciente.

Estas aulas são elaboradas em níveis? Como funcionam as aulas? 


As aulas são criadas para cada turma em específico, jamais darei a mesma aula para duas ou mais turmas, cada grupo de pessoa é diferente, cada vivência, cada conteúdo, então crio a aula para aquele grupo específico e vou sempre numa crescente, visando um melhor e mais proveitoso aprendizado.

Se uma pessoa deseja emagrecer, e iniciou uma nova rotina em suas alimentações. As aulas de dança de salão contribuem de qual forma para o objetivo desta pessoa?


 Essa é uma boa pergunta, porque muita gente acha que a dança de salão não emagrece muito, eis um grande erro, dependendo do ritmo trabalhado e da intensidade há uma queima calórica imensa, por exemplo, 30 minutos das danças de salão mais convencionais queimam em média 144cal, já o samba de gafieira e o forró universitário por exemplo chegam a queimar 236cal. Com essa análise fica fácil de ver que a dança de salão é uma ótima opção para ajudar a manter a boa forma. Fora que os movimentos ajudam a tonificar várias partes do corpo, como as panturrilhas muito trabalhadas no Tango e o abdômen no Zouk.

Quais os ritmos os alunos podem esperar da aula?


Eu trabalho mais de 20 ritmos nas minhas aulas de dança de salão, dos mais conhecidos, forró, samba, bolero e sertanejo, ritmos mais populares como arrasta pé e venera, a ritmos menos difundidos (mas em crescente expansão) como Bachata, Zouk, Salsa e Merengue, trabalhando ritmos clássicos com o Tango, e flashback e balada como o Soltinho. Esses serão escolhidos e apresentados para a turma de acordo com os gostos da maioria.


A partir de qual idade indica? Existe alguma contraindicação? 


Não existe contraindicação nenhuma para dança de salão, tenho alunos com deficiência visual, auditiva e motora, e estes acompanham as aulas normalmente. A idade também vária,vai muito da pessoa querer aprender e gostar, já vi crianças dando show nas pistas e uma senhora de 90 anos que é campeã de salsa, por isso não limito idade alguma. A única coisa que quero nas pessoas que forem fazer a aula é a vontade de aprender!!!

Para as pessoas conhecerem você.O que os alunos podem esperar do professor Mauro?


Bom difícil ficar falando de nós mesmos, mas vamos lá! As pessoas podem esperar um amigo, disposto a passar os conhecimentos e o amor pela dança de salão e pelas danças em geral. Creio que sou bem paciente e me dedico as aulas de verdade, pois amo muito dançar e mais ainda ensinar, abdiquei de uma outra carreira profissional para me dedicar a ser professor e dançarino, pois é o que realmente me dá prazer e alegria, e transmito isso para as aulas e os alunos. Vou sempre dosar a aula para o grupo, que com certeza sairá bem e feliz de cada um de nossos encontros.


Faça um convite para que as pessoas conheçam as aulas de Dança de Salão.


Gostaria de convidar a galera de Pirajuí e Região, para seaventurar pelo maravilhoso mundo da dança de salão e descobrir toda a magia dealegrias, amizades e movimento que esse estilo de dança (e de vida) vai trazerpara cada um. Aulas na deliciosa academia RH Fitness que é um lugar com umaenergia muito boa! Espero todos os leitores, amigos e parentes!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

AIDS: Entrevista com a profissional da saúde; Evandra Zarbin.

Em 1977 e 1978, surgiram os primeiros casos de AIDS no Haiti, EUA e África Central.
No ano de 1980, o primeiro caso no Brasil.
Muitas pessoas, ainda nos tempos de hoje, não conhecem informações importantes sobre a doença.
Pensando nisso, eu convidei uma grande profissional da saúde para esclarecer tudo sobre o assunto.

Curtam essa entrevista maravilhosa com Evandra Zarbin.
Evandra é enfermeira e extremamente capacitada para está entrevista.

Evandra Zarbin. 

O que é Aids?
É a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida que é causada pelo vírus HIV, é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico, as células de defesa do nosso corpo, deixando o organismo mais vulnerável a diversas doenças.
Ter o HIV não é a mesma coisa que ter AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.
Por isso é sempre bom se proteger em todas as situações e fazer o teste para o diagnóstico precoce.

Porque as contaminações aumentam no período de carnaval?
Isso é um mito, a contaminação não aumenta neste período, devido à intensificação das campanhas pré-carnavalescas.

Existem grupos de risco maiores que outros?
Atualmente essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato do maior número de contaminação ser entre os homossexuais, usuários de drogas injetáveis e hemofílicos eram sim considerados grupo de risco.
Nos dias de hoje fala-se em comportamento de risco, pois a contaminação se espalhou em geral, não mais se concentrando nos grupos anteriores, a contaminação entre os heterossexuais aumentou, principalmente no sexo feminino.
Comportamento de risco seriam as relações sexuais homo ou hetero com pessoas infectadas sem o uso de preservativos, compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis, a reutilização de objetos perfuro cortantes com a presença de sangue e fluídos contaminados pelo HIV.

Mulheres teriam maior facilidade em serem contaminadas?
Na relação hetero entre parceiros discordantes existe mais probabilidade de a mulher soronegativa ser contaminada por parceiro soropositivo do que ao contrário. A proporção entre homens e mulheres é de aproximadamente 2:1 e a maioria delas são casadas e monogâmicas, o marido se contamina em relações extraconjugal e, depois transmite a doença para a esposa.

Quando um paciente chega até vocês, e descobre que tem AIDS; quais costumam ser suas reações? E qual a conversa do profissional da saúde com o paciente, após a descoberta?

O momento da revelação do diagnóstico é de fundamental importância para o paciente. Neste momento uma nova realidade será inserida em sua vida. Portanto, a forma de comunicação e o estado emocional do paciente, anterior à realização do exame, podem ínfluenciar em sua reação frente ao resultado. Inicialmente, deve-se verificar junto ao paciente quais as circunstâncias da realização do exame e as suas expectativas relativas ao teste. Estes dados podem facilitar a tarefa da equipe, favorecendo a percepção do estado do paciente e alertando para as possíveis respostas. Mesmo durante o período de espera do exame muitos sentimentos são despertados, dentre eles: ansiedade; medo; angústia; fantasias; crenças e valores acerca do resultado, da infecção pelo HIV e da própria morte. Todos estes sentimentos são intensificados no momento do diagnóstico. O profissional deve, portanto, estar atento ao estado emocional do paciente durante e após a comunicação. É importante possibilitar a construção de uma relação de ajuda no contato com o paciente, servindo de continência para suas angústias e respeitando suas peculiaridades. O acompanhamento psicológico pode ser necessário após a comunicação do diagnóstico, eventualmente até mesmo desde o momento da solicitação do exame. Deve-se, sempre que possível, discutir esta possibilidade com o paciente, oferecendo-lhe a oportunidade de um seguimento psicológico. A informação do resultado deve ser precisa, deixando sempre claro se é confirmado ou inconclusivo, principalmente se há necessidade de repetição de exame, devido ao período de janela biológica. Desta forma, são evitadas dúvidas ou expectativas relacionadas a um novo teste. As informações que o paciente possui sobre a infecção pelo HIV/AIDS também são de fundamental importância. Deve-se averiguar se são corretas, dando-lhe as orientações necessárias e enfatizando sobre as possibilidades de tratamento e de controle da doença. Assim pode-se tentar desmistificar a associação frequente entre diagnóstico, doença e morte. Sabe-se, contudo, que estas orientações nem sempre são assimiladas completamente pelo paciente, sendo muitas vezes retomadas em outros atendimentos de aconselhamento. Entretanto, é imprescindível para alguns pacientes ouvir várias vezes sobre estas questões, eventualmente de diferentes profissionais de saúde, com o fim de facilitar seu entendimento. Vale ressaltar que o processo de comunicação do diagnóstico pode também influenciar na aderência do indivíduo ao tratamento. Nota-se até que alguns pacientes só conseguem retomar ao seguimento médico após algum tempo ou após o aparecimento dos primeiros sintomas. Uma vez tomados todos estes cuidados, a informação do diagnóstico poderá ter um menor impacto para o paciente, favorecendo a aderência e o processo terapêutico precocemente.

A vida de uma pessoa com AIDS é “normal”, ou existem restrições?
O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente 16 tipos de diferentes antirretrovirais na rede pública de saúde. Esses medicamentos são responsáveis para evitar a multiplicação desse vírus, além também de adiar ao máximo os indícios e os sintomas da doença.
Por conta disso, o paciente com o diagnóstico positivo dos dias de hoje, vive uma vida totalmente normal – se não fosse pela discriminação petrificada que ainda cerca a sociedade.
 A vida do paciente, após o surgimento do coquetel, não tem praticamente nenhuma restrição, mas manter uma vida regrada, no que diz respeito hábitos de vida saudáveis hoje são essenciais.


Mensagem para que as pessoas se previnam.

“Quem Vê cara, não Vê AIDS”
O melhor remédio é a prevenção e o diagnóstico e tratamento precoce !!!!
Procure o Centro de Testagem e Aconselhamento “Doriel Gonçalves” no Centro de Saúde e tire sua dúvida, o diagnóstico e tratamento precoce aumenta a chance de retardar as doenças oportunistas e assim o desenvolvimento da AIDS.
Há distribuição gratuita de preservativos femininos e masculinos e de gel lubrificante nas Unidades de saúde.

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Eu agradeço a disponibilidade, atenção e entrega da Evandra.
Sei o quanto sua vida é corrida, e mesmo assim, aceitou o desafio da entrevista.

Espero muito que está matéria sirva para auxiliar aos que foram diagnosticado com a doença e que sirva de aprendizado para que todos se previnam.
Vamos lembrar, a palavra PREVENÇÃO na verdadeira significa AMAR A VIDA.

Di Antunes.